terça-feira, 10 de julho de 2018

A DOR QUE NINGUÉM VÊ...

A dor invisível é a pior que existe. Muitas vezes só quem sente consegue enxergar. Para quem está do lado de fora, a sensibilidade serve como uma espécie de óculos.
É muito fácil falar de empatia, difícil é praticar e saber se colocar no lugar do outro. A mania de julgar é o principal comportamento que interfere nesse processo.
Frescura... Vitimismo... Auto piedade... Resignação... Fraqueza... Covardia... Preguiça... Drama...
É isso que muita gente pensa sobre a depressão ou sobre qualquer outra doença psicológica. No fim das contas são doenças invisíveis, tal como a dor.
Por isso, infelizmente, sofrer calado tem sido a opção mais viável para quem está atormentado por esse mal. Segundo alguns, o mal do século.
O que funciona para você ou para algum conhecido pode não funcionar em todas as circunstâncias e para todas as pessoas do mundo.
Viaje... Namore... Saia de casa... Faça amizades... Ore... Converse... Beba... Coma...
Parem de achar que existem fórmulas prontas, porque não há.
Não critique o que não conhece, o que não sente ou o que não consegue entender.
Pessoas são diferentes. Pessoas sofrem de maneiras diferentes.
O milagre não existe. O assunto precisa ser levado a sério. Enquanto isso, o suicídio pode continuar sendo a saída para milhares de vidas que não souberam resistir ou suportar a dor que ninguém via, inclusive, talvez você também...
 
Lorena Sant'Ana

quinta-feira, 5 de julho de 2018

"Não há uma fatalidade exterior. Mas existe uma fatalidade interior: há sempre um minuto em que nos descobrimos vulneráveis; então, os erros atraem-nos como uma vertigem."
 
 
 Antoine de Saint-Exupéry

segunda-feira, 11 de junho de 2018

AMO-TE e AMAR-TE-EI sempre...

AMO-TE e AMAR-TE-EI sempre, logo logo estaremos juntos.
Não suporto mais este mundo sem ti, perdoa-me.

(Álvaro João)
 

Álvaro Gonçalves Correia de Lemos
 

Parabéns Mãe!!!

Hoje é o teu dia meu anjo, amo-te hoje e sempre.
Parabéns mãe.
Beijinhooooooooooooooooooooooooooooooos.
(Álvaro João)
Álvaro Gonçalves Correia de Lemos

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Hoje já fizeram 4 meses e algumas semanas que sigo de luto, pela minha querida mãe, no próximo dia 11 de junho completava 85 anos...

Hoje já fizeram 4 meses e algumas semanas que sigo de luto, pela minha querida mãe, no próximo dia 11 de junho completava 85 anos, mas Deus não quiz que ela os fizesse aqui e levou-a para junto dele, esse dia, e enquanto eu for vivo irei comemora-lo, só peço a Deus que não leve muito tempo para que eu possa comemorar junto com ela novamente, seria um presente ir já neste próximo dia 11 de junho, e aí sim, junto estaríamos para sempre juntos e felizes, mas só Deus sabe. E quando falo assim, não pensem que falo por falar, nem para ter pena, até porque pena é ave que tem, e eu posso ser raro e estar em extinção, mas não sou ave, não tenho penas e o que digo, é a mais pura realidade, acreditem, não me arrependo de nada, só do que fiz de bom a mais às pessoas erradas, mas seja pelos meus muitos e muitos pecados.
Quero acreditar que tanto, meu pai como agora minha mãe, minhas tias e meu tio, os grandes amigos dos tempos da rádio, teatro, de Moçambique e não só, estão agora todos juntos, festejando tal como eles adoravam, com umas boas cervejas, a exemplo uma boa Laurentina, e uns bons caranguejos ou camarões de Moçambique.
Deixo aqui alguns dos momentos desta grande mulher Maria Augusta da Conceição Gonçalves, que foi, é e será sempre a minha mãe e meu eterno anjo que Deus me concedeu, começando com uma fotografia dela com sua irmã Silvina Sousa, seguida de uma fotografia à porta do Antigo Rádio Clube Moçambique acompanhada de meu pai, Álvaro de Lemos e de seu irmão mais novo Rúben, por quem nutria um amor enorme (e vice versa), seguida de uma fotografias da capa da de Revista Crónica Feminina, uma outra com um grupo de amigos da rádio e teatro radiofónico e de foto-novelas, entre eles Manuela Marques (naquele tempo não havia as telenovelas, mas havia as foto-novelas) e ainda outra ainda em Moçambique com meu pai numa esplanada, numa das muitas viagens que faziam por África, outra já em Lisboa em casa das suas irmãs mais velhas, que a ajudaram a criar como a uma filha, e a quem ela amava incondicionalmente e por elas sempre era chamada de "a minha irmã mais moça" (foi sempre a irmã moça para as suas irmãs), já em São Miguel, seguida de uma num passeio com o filho, outra logo a seguir tirada após o falecimento de meu pai, junto com a sua amiga Fátima Lemos (viúva de meu pai, ambas aprenderam a se gostar muito, graças a Deus) nesta foto, nós três num passeio, seguida de outro foto dos muitos passeios com o filho.


Álvaro Gonçalves Correia de Lemos

domingo, 6 de maio de 2018

Mãe, Eu Estou tão Cansado (Dia da Mãe)

Mãe, eu estou tão cansado e sinto nos ossos
o chamamento da água, o chamamento sibilino
que se confunde com o ranger das portas das casas
onde jamais voltarei: venha veloz o sono capaz
de me resgatar e que dentro dele se perfilem
as sombras e os gestos, exército dos meus medos
mais secretos, temores enrodilhados na roupa húmida
das camas. Mãe, a luz não se demora no meu quarto,
morre nas corolas das flores que trouxeste
para o riso não murchar, e eu fico doente só de olhar
os muros onde a hera é espiral de espanto, raiz
de uma enfermidade latente. Não voltarei
às actas do desespero, que são sombrias e magras
como os corpos dos amantes que definham sobre a areia
na fúria da maré, com uma gramática de murmúrios
escondida na solidão branca das dunas, mãe.
José Jorge Letria, in "Actas da Desordem do Dia"
 
 
Mãe meu eterno anjo criado e abençoado por Deus quando nasci o Dia da Mãe era a 8 de dezembro, mas na mesma hoje também é teu dia, e tal como me ensinaste, mãe é todos os dias, e sim, mais certo que isso impossível, dia da mãe é todos os dias, mas a 8 de dezembro foi o dia em que tu me batizaste dia que comemoro sempre não pelo batismo mas por ser teu dia, dia de Nossa Senhora da Conceição, e teu nome é Maria Augusta da Conceição Gonçalves, nome que todas as mulheres da tua linda e maravilhosa família têm, mas o que é um nome?, um nome sem o ser que o tem, e tu, és Augusta - senhora, Maria - como a Virgem Maria e Conceição por Nossa Senhora da Conceição, mas acima de tudo tu és e serás sempre aquela que Deus em Toda a Sua Sabedoria fez de ti minha mãe, meu anjo, amo-te e amar-te-ei hoje e sempre.
 
 
Álvaro Gonçalves Correia de Lemos aka Álvaro Gonçalves
 

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Quando Eu For Pequeno (mãe, está fazendo 3 meses que Deus te levou para junto Dele)

 
Quando eu for pequeno, mãe,
quero ouvir de novo a tua voz
na campânula de som dos meus dias
inquietos, apressados, fustigados pelo medo.
Subirás comigo as ruas íngremes
com a certeza dócil de que só o empedrado
e o cansaço da subida
me entregarão ao sossego do sono.
Quando eu for pequeno, mãe,
os teus olhos voltarão a ver
nem que seja o fio do destino
desenhado por uma estrela cadente
no cetim azul das tardes
sobre a baía dos veleiros imaginados.
Quando eu for pequeno, mãe,
nenhum de nós falará da morte,
a não ser para confirmarmos
que ela só vem quando a chamamos
e que os animais fazem um círculo
para sabermos de antemão que vai chegar.
Quando eu for pequeno, mãe,
trarei as papoilas e os búzios
para a tua mesa de tricotar encontros,
e então ficaremos debaixo de um alpendre
a ouvir uma banda a tocar
enquanto o pai ao longe nos acena,
lenço branco na mão com as iniciais bordadas,
anunciando que vai voltar porque eu sou
pequeno
e a orfandade até nos olhos deixa marcas.
 
José Jorge Letria, in "O Livro Branco da Melancolia"

(Mãe, está fazendo nestes instantes desta madrugada que junto a ti, te senti  e te vi parti em meus braços, sei que foi Deus que te chamou para junto Dele, mas a cada dia, a cada minuto, a cada momento, a cada virar de esquina, a cada vez que acordo depois de já ter conseguido dormir 2 a 3 horas em constantes pesadelos, é a ti que procuro, que Deus me perdoe, pois ELE está acima de tudo e de todos, mas também sei que ELE sabe e me compreende. AMO-TE e AMAR-TE-EI para sempre, e sei que muito brevemente estaremos todos juntos.
Louvado sejas TU meu Deus, meu PAI eterno.)

Álvaro Gonçalves Correia de Lemos Aka Álvaro Gonçalves

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Quando te afastas do mundo, de ti mesmo, todos te sabem julgar...

Quando te afastas do mundo, de ti mesmo, todos te sabem julgar, e todos têm palpites e dizeres na tua vida, mas é nestes momentos em que mais precisas de alguém que saiba estar a teu lado, amparar-te, mesmo que nada digam, um abraço vale mais que mil palavras. Mas neste mundo que eu vivo é mais fácil julgar e dar palpites do que podes e deves fazer mesmo que tu saibas que já não te restam forças.
Para os outros é sempre mais fácil julgar, não sabem nunca se colocar no lugar de quem julgam ou dão opiniões que te magoam o mais profundo do teu ser.


Álvaro Gonçalves Correia de Lemos Aka Álvaro Gonçalves
 

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Os anos passaram, mas aquele que conheceram, ainda vive cá dentro...

(Desliguem o player no final do blogue para escutar e prestar melhor atenção a este vídeo, que também podem encontrar no meu Youtube)
Os anos passaram, mas aquele que conheceram, ainda vive cá dentro e vai voltar de uma forma ou de outra.
 
Álvaro Gonçalves Correia de Lemos Aka Álvaro Gonçalves
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