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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Ele não passa de...


...um velho, careca e sabe-se lá mais o quê..., por detrás daquela máscara que ele se veste diariamente, encontra-se um ser que nunca soube viver sem ser com o coração.
Ele escuta música, vê vídeos de filmes românticos, tipo My Best Friends Wedding, última cena entre Julia Roberts e Rupert Everet, ele não sabe viver (talvez nunca tenha sabido mesmo), cuida de uma mãe doente, deixa que a sua irmã, seu cunhado e outros que tal o culpem de tudo, inclusive de ter inventado que a mãe sofre de uma doença grave e degenerativa, mesmo tendo todos os relatórios médicos de sua mãe comprovando que a senhora tem essa maldita doença.
Ele deixa-se pisar pelos outros, tem medo de perder o emprego, pois na atualidade todo o cuidado é pouco (embora em tempos idos e já quase esquecidos, ele soube aventurar-se e talvez viver, ou não????), perdeu aquela força que em tempos teve, ele não vive mais, ele sobrevive para..., para quê?, nem ele sabe.
Sabe que se encontra com uma profunda depressão, quer física, quer psicológica, sente que o seu fim está próximo, e vive esperando “um milagre” de um dia voltar à vida, encontrar um amor verdadeiro, de ser feliz, mas no fundo sabe que seu tempo se está a acabar e que nada disso se vai tornar realidade, mas finge para si mesmo que sim, afinal, ele nada mais tem do que se agarrar a sonhos impossíveis de se realizarem.
Ele já não sabe quem é sequer e porque está ainda vivo, mas...pensando melhor, será que ele alguma vez ele soube alguma coisa?
Ele parou no tempo... ou será que ele alguma vez viveu... e em que tempo?
Resumindo: ele não passa de uma farsa de si mesmo.
 

Álvaro Gonçalves Correia de Lemos

 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

“Amores / Desamores / Paixões / Loucuras”

Ao longo destes anos que tive a alegria de me enamorar, de me apaixonar, de ficar, de sofrer de amor, de desilusões apanhar, posso dizer que vivi tempos bons, outros maus como todo o ser humano que se preze e não tema viver histórias a dois.
Mas, devo confessar que os grandes amores, as grandes paixões, essas foram vividas intensamente, mesmo quando sabíamos que o tempo que teríamos não daria para viver uma longa história, mas vivemos na mesma.
Eu e ele, ele e eu, sempre uma bonita história.
Por vezes devo dizer que sabíamos que a vida já nos tinha colocado em caminhos diferentes, mas mesmo assim vivemos esse amor, essa paixão loucamente e à nossa maneira mesmo que por pouco tempo.
Mas também sofri por amor quando não fui correspondido, e sei também que fui amado, e não pude corresponder, são histórias, da minha história.
Tive também aquelas histórias em que por ter sofrido anteriormente, decidi eu terminar antes delas mesmo terminarem, por vezes o medo de sofrer tomou conta de mim e eu, fugia, deixando uma história de amor por terminar, ou não, saia da história antes que viesse a sofrer, e saia, mesmo ainda amando intensamente essa pessoa e vice versa, devo dizer que visto bem depois, eu sempre acabava sofrendo e fazia a outra pessoa sofrer.
Mas, como orgulhoso que sou e sempre fui, preferia engolir em seco e seguia em frente, guardando cartas, fotos, palavras, olhares, pequenos gestos de amor tudo bem guardado numa caixinha e não olhava mais, agora, após alguns anos pego nessas fotos, nessas recordações e vejo o quanto vivi loucamente histórias, umas felizes outras nem tanto, mas olho para essas recordações com muita ternura por saber que um dia essa pessoa um dia foi minha de corpo, coração e alma e outras não, tal como eu dele e outras não. Por vezes, pego num belo cálice de vinho do Porto e me recolho ao meu quarto, e aí espalho tudo sobre a cama, pego em mim e coloco aquelas musiquinhas que também fizeram história junto comigo e recordo com alegria tudo aquilo.
De loucos né?
Mas que seria do ser humano se não fossem essas histórias vividas intensamente e que fazem parte da sua própria história, que o fizeram crescer como ser humano, que o fizeram aprender algo mais, sem contudo e por vezes voltar a arriscar em se apaixonar de novo e de novo, e viver amando até que um dia a vela se apague, sem se extinguir, sim porque um dia, alguém irá pegar nessas recordações e olha-las, escuta-las e vai viver momentos que essa pessoa viveu.
Por isso hoje quase com quase 46 anos, não me arrependo de todas as vezes que me apaixonei, que chorei, que quase desesperei, que até fui corno quem sabe?, sim, corno e por que não?, se eu próprio o fiz algum dia no passado, concerteza uma ou outra o vez ele a mim me fez também, certo? Errado?, sim, não, quem sabe, só mesmo eu e ele sabemos, quem sabe?, sim, também fui corno e também os pus, se gostamos?, se foi o certo?, se foi errado?, só a nós, “o nós” do passado sabemos, pois no presente não condeno nenhum, apenas abraço essas histórias e as recordo, sem lágrimas, sem tristezas, mas com muito carinho e ternura.
E quando vejo, ou revejo alguém desse meu passado como me sinto?, feliz por saber que um dia fomos o que fomos e já aconteceu uma ou outra vez bisarmos, mesmo que por um momento de loucura pura, ou não. A verdade é que me sinto feliz, mesmo quando vejo que essa pessoa refez a sua vida, ou não, apenas fico feliz por rever alguém que amei, isso me alegra e muito, mas também já aconteceu rever alguém que se destruiu ao longo dos anos e hoje não passa de um farrapo e isso sim, me entristece, mas é a vida.
E agora perguntam vocês, mas porque raios resolveu ele falar sobre este assunto assim do nada?, eu digo-lhes. É muito simples.
Porque me apeteceu, senti vontade, os loucos são mesmo assim.
E eu como um “bom” louco não podia fugir a esta força que impele a escrever estas linhas, mesmo que para muitos elas não façam sentido.
Afinal os loucos são mesmo assim, fazem e não fazem sentido.
Beijinhos e xi – corações a todos vós que por aqui passam deixando um pouco de vós, levando um pouco de mim.


Álvaro Gonçalves

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