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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Lembro como era bom...

"... compartilhar minha felicidade com os amigos, falar pelos cotovelos sobre alegrias que soavam até ofensivas àqueles que não entendiam o que se passava no interior de um corpo em festa. Eu costumava ser uma alegoria ambulante. Agora a festa terminou, os copos estão espalhados pelo chão, os pratos sujos, silêncio absoluto, ficou o vazio devorador de uma solidão impossível de ser contada."
 
 
Martha Medeiros

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Quero tudo novo…


…de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais.
Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins-de-semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. Quero um trabalho novo. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinho, quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque. Quero ser feliz, quero sossego, quero outra tatuagem. Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais.
Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais.
“E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha".

Fernando Pessoa

sábado, 3 de novembro de 2012

Nunca me senti tão bem como aos 40(s)…

Praia de Santa Bárbara
Se há algo na vida com o qual não me importo, é a opinião dos outros sobre a minha pessoa ou de como conduzo a minha vida, no entanto não passo sem amigos, como qualquer ser humano normal ou não, mas nunca comum, e volto a afirmar, nunca comum, por vezes um pouco “louco”, pois gosto e sinto necessidade de marcar alguma diferença, não sou de ter muitos amigos, tenho muito, muito poucos, mas de excelente qualidade, que me fazem sempre sentir que estou acompanhado em todos os momentos da minha vida, mesmo quando estão distantes, eles sabem se fazer presentes, depois e como qualquer outra pessoa, tenho os conhecidos, alguns também de excelente qualidade, carinhosos, e de vez em quando presentes, depois vêm os outros, aqueles que vivem me rodeando feito abutres procurando carne seca e que são sempre fonte de grandes noticias sobre mim, que só vêm a mim por algum interesse, que só querem estar presentes quando tudo está bem, ou quando precisam de algo, mal sabem eles que por vezes estão perto de escutar algumas palavrinhas que lhes fará o sangue gelar e mais me alegro quando vão e falam nas minhas costas coisas que nem eu sabia sobre mim, aí, fico sempre encantado, pois fico sabendo mais tarde de noticias e acontecimentos que “se passaram na minha vida e da qual eu participei”, mas não sabia, por isso adoro boatos, são sempre uma fonte de grande riqueza quando se quer saber noticias sobre alguém, mesmo quando os protagonistas dos boatos não sabem que foram protagonistas dessas histórias rocambolescas e inventadas.

Falar de mim por trás é sinal de que eu sempre estou pela frente.

Por isso aqui fica em jeito de conselho, se é que me permitem.
Vivam para serem felizes e não para serem comuns.


Álvaro Gonçalves

domingo, 18 de dezembro de 2011

A raposa e o príncipezinho


"...E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia. - disse a raposa.
- Bom dia. - respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui - disse a voz - debaixo da macieira...
- Quem és tu? - Perguntou o principezinho. - Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs o principezinho. - Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa - disse o principezinho - Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida - disse a raposa - Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exactamente - disse a raposa - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
...e disse a raposa:
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe.
- Por favor... cativa-me! - disse ela.
- Bem quisera - disse o principezinho - mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? - perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente - respondeu a raposa. - Tu te sentarás primeiro longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é sua - disse o principezinho - eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis - disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! - disse o principezinho.
- Vou - disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro - disse a raposa - por causa da cor do trigo.
- Adeus - disse ele...
- Adeus - disse a raposa.
- Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- Os homens esqueceram essa verdade - disse a raposa - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”


Antoine de Saint-Exupèry



Meus querido, embora a saudade seja grande, o tempo não me tem permitido vir aqui, tenho andado numa roda viva, com muito trabalho e cuidando de minha mãe, que embora esteja melhor de algumas coisas, infelizmente não de outra, e que com a sua idade avançando não vai mais voltar a ser quem foi, sua mente já a vai traindo, mas a vida é mesmo assim, e para lá todos caminhamos a passos largos e o bom de tudo isto na vida é que aprendemos a viver um dia de cada vez, a dar graças por cada dia que acordamos, por cada tropeço, por cada escalada que fazemos a muito custo, mas que no fim do dia nos traz um cansaço de que valeu a pena, mesmo que por vezes assim não pareça.
Como todos sabem, pelo menos todos aqueles que por já aqui passaram muitas vezes, o Natal nada me diz, ou seja, diz-me, infelizmente pela negativa, por trazer consigo o pior que o ser humano tem em si, a hipocrisia, o cinismo, a falsidade, o parecer algo que não é. Falo isto com muito conhecimento de causa de muitos anos, e quando digo muitos anos não digo dois ou três ou até seis, mas cerca de trinta e tal anos e ver tanta podridão, por isso não vos desejo feliz Natal, pois Natal, e por cliché que possa parecer é a mais pura verdade, o Natal é quando o homem quer, e eu quero todos os dias, e assim o faço, lembrando-me todos os dias de quem passa fome, de quem precisa apenas de um ombro para chorar suas mágoas ou apenas ficar calado lado a lado, de quem precisa de uma mão amiga 365 ou 366 dias por ano e não apenas num só dia, ou num só mês, quando os podres deste planeta “se lembram” que existem pessoas necessitando de uma ajuda, com fome, e depois vão dar as ceias e ou pequenos cabazes, a isto chamo de gente de merda, falsa, hipócrita, cínica entre outras coisas, e não poupo palavras, digo-o na cara de quem quer que seja, adoro ser frontal, tal como adoro sempre que posso e minhas possibilidades financeiras o deixam, fazer umas compras e dar a quem vejo que precisa, oferecer meu ombro todos os dias junto com um sorriso de que tudo se vai resolver, mesmo quando tudo parece que não, mesmo que eu esteja em baixo, ninguém tem culpa se me sinto em baixo, há quem precisa mais de um sorriso ou algo mais do que eu, mas não faço para que me agradeçam, faço porque é meu dever moral ajudar sempre quem posso.
Por isso hoje escolhi este pequena rábula do livro de O Principezinho de Antoine de Saint – Exupéry que me marcou profundamente quando o li pela primeira vez há muitos anos atrás e que hoje é um dos meus livros a par com O Manual do Guerreiro de Paulo Coelho que me acompanham sempre.
Desejo-vos a todos um Bom Ano de 2012 cheio de paz, amor, harmonia, saúde e força para viver e amar o que aí está para chegar, sem nunca esquecer que somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos
Um beijo e um xi – coração a todos vós que por aqui passam deixando um pouco de vós e levando um pouco de mim.


Alvaro Gonçalves

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Amigo

Hoje senti falta de si,
Eu sei que você está aqui
sempre a meu lado.
Mas sabe?
Senti sua falta,
Acho que algo sempre
fica por te dizer,
Quando você se vai…
Não sei bem o quê,
Só sei que por ti
Eu serei sempre
mais forte que
o destino.
Por ti serei melhor
do que sou.
Amigo,
Eu sei que vives aqui
bem dentro de meu coração,
Você é meu herói,
me acolheu em sua alma
grandiosa e fez de mim,
alguém mais forte.
Contigo navegarei por altos
mares, e juntos enfrentaremos
tempestades e colheremos a bonança.
Amigo,
Por ti escrevo estas palavras,
Por ti imprimo minha alma
nestes simples versos.
Por ti serei mais forte que nunca.
Amigo,
Tu que chegas-te como um
Raio de sol em minha vida,
E a iluminas-te para sempre,
Sabes que estarei aqui
para sempre junto a ti.

Álvaro Gonçalves


Meus anjos, já uma vez publiquei este meu poema aqui, publiquei-o também no YouTube, no Dailymotion e no Recanto das Letras, mas hoje e mais do que nunca quero voltar a publica-lo, pois mais do que nunca ele faz todo o sentido, pois amigos são “coisas” raras, sim os verdadeiros amigos são raros, pois “amigo” a gente tropeça neles aqui e ali, mas aquele que se pode dizer mesmo que é AMIGO é um ser muito raro e verdadeiro, ele nos dá a mão quando mais precisamos, ele nos xinga quando é preciso, ele nos chama a atenção das coisas boas e más da única forma possível que só amigo sabe fazer, ele nos ama de todo o coração, ele fica calado e a nosso lado se não há nada mais a dizer, ele nos ajuda a levantar do chão sempre que caímos, ele está presente mesmo estando a milhas de distancia, ele nos ama incondicionalmente mesmo quando nos zangamos para depois fazermos as pazes, ele está sempre presente esteja ele onde estiver, ele habita em nosso coração.
Por isso aqui fica uma vez mais este meu poema que dedico a todos os meus AMIGOS e não só, a todos aqueles que são verdadeiros amigos de alguém, e para acompanhar este poema escolhi esta maravilhosa canção na voz de Bette Midler, My One True Friend.
Beijinhos e xi – corações mil a todos que por aqui passam deixando um pouco de si e levando um pouco de mim.



Alvaro Gonçalves

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

“Haja paciência para me aturar”
Os meus amigos têm de ser de tudo um pouco para me aturarem, não gosto dos que se me apresentam como muito bonzinhos, detesto santinhos e anjinhos, pois eu próprio sou o 8 e o 80, não gosto de ficar ali no meio, tipo ficar em cima do muro, gosto de dizer o que quero, coisa que nem sempre posso, pois o meu 8 não me deixa, mas quando estou em 80, aí ninguém me segura, nem mesmo eu, pois digo tudo que me apetece com tanta frontalidade que por vezes magoa quem escuta, sendo que muitas são as vezes que digo o que não devo, mas isto é outra conversa, pois aí já é o meu 8 a falar, chamando-me a atenção do que o meu 80 falou o que não devia, ou assim pensa ele (o 8), ao qual o meu 80 nunca concorda e sempre protesta.
Quando estou a 8, pois nem sempre ando a 80, e dado que vivo numa sociedade que facilmente se “magoa” ou faz-se magoada, ou se ofende com a frontalidade das verdades por mim ditas, sempre acabo por ser alguém “mansinho” tipo cordeirinho e que muitas vezes já me faz causar muitos amargos de boca e outros tantos arrepios na espinhela, pois chego a ser capaz de deixar que um outro ser que se me apresentou como amigo em tempos consiga quase levar a melhor de mim, é nessa altura que vou dando as várias chances, e elas são ás dúzias que é mais barato, mas o dia chega em que a fera acorda e os 80 chegam, então aí, saiam da frente, pois como costumo dizer quando acaba ou acalma, “e tudo o vento levou”, pois assim mesmo o parece. Mas como estava dizendo após a várias chances dadas, e acabada a paciência para com tal ser, eu prossigo, e dou o meu remate, isto quando esse ser, seja ele ou ela quem for, não se dá nem ao trabalho de “justificar” - entre aspas - tamanhas faltas para comigo, algo que não tolero muito, mas sempre me lembro que eu próprio também sou cheio de faltas, por isso dou as tais chances de justificação, de apaziguamento entre as hostes, algo que infelizmente nem sempre acontece, pois nem sempre as pessoas se lembram que amigo que é amigo, tem de se lembrar sempre que o outro também pode estar precisando de ajuda, mesmo quando sorri, e pouco ou nada diz, pois não gosta que lhe chamem a atenção de tudo e de todos se achando um “pobre desgraçado”, além de que uma amizade deve ser alimentada por ambas as partes, caso contrário ela sempre acaba murchando e por vezes mesmo morrendo.
Por isso adoro quando estou em 80, pois aí, estou mais no meu meio ambiente, sou amigo do amigo, e de tudo faço por ser o melhor que posso para todos, no entanto, o pavio fica mais curto e a “coisa” (de lembrar que a coisa é a situação que foi criada e não outra “coisa” qualquer, se é que me entendem?, ahhahah) pega fogo.
Quando estou em 8, sou do tipo que adora brincar, pular e jogar etc e tal, dou gargalhada até por dá cá aquela palha, mas sempre que algo acontece que não está bem, além das chances que dou, ainda dou o último aviso, sim o último aviso, sou como as finanças, dou logo o 3º e último aviso, deixando o 1º e 2º aviso por conta do “contribuinte”, neste caso da pessoa ou pessoas em questão, e nesse aviso digo logo, cuidado, pois sou proprietário de uma botique fina e de uma peixaria rasca, em três tempos fecho a botique, calço as tamancas e abro a peixaria. Mas nem mesmo assim as pessoas escutam.
Dizem que devia ser mais “temperado” no meu ser, no entanto, não gosto de temperos em mim, só mesmo na comida e mesmo aí tem de estar ao meu gosto, não consigo de forma alguma imaginar-me ser alguém que vive entre dos meus queridos 8 e 80, pois dá-me uma espécie de brotoejo, sou mesmo o tipo de pessoas que em tudo é o 8 e o 80, pode ser que esteja errado, mas acreditem, até agora tenho-me dado bem, pelo menos comigo mesmo e é assim que se deve ser, sentirmo-nos bem connosco mesmo para depois podermos viver em sociedade. Por isso vivo entre o entre o meu 8 e o meu 80, pois é aí onde me delicio com os mais pequenos prazeres da vida, mas lá está, nem tudo na vida são apenas prazeres e há alturas em que há que ter um pouco mais de firmeza, é aí que começo a dar plena entrada nos 80 e por lá fico, mas sempre fico cool como hoje tanto se diz, pois em pouco tempo resolvo o assunto e logo volto ao meu querido 8.
Quem me conhece bem, sabe que sou assim, sou de extremos, vou de um ponto ao outro num lance, ou num piscar de olhos, sempre regressando ao estado de graça e alegria, da gargalhada, do sorriso fácil e do amor, da comoção, pois viver é amar e vice versa. Tento viver a minha vida sempre apaixonado, o que nem sempre acontece, mas faço por isso.
Por isso digo, amigo meu, tem de ser de tudo um pouco, pois só esses conseguem entrar e ficar em minha vida. Mas também digo, amigo que é amigo, pode contar comigo sempre, haja o que houver, estou presente, pelo menos tento sempre estar, chegando quase a exigir, se é que isso se deve fazer, que me digam quando não estou sendo correcto.
Perdoar, sim, perdoo, mas tenho aquele imenso defeito, não consigo esquecer nada do que me fazem, seja bem ou mal, o não esquecer o bem, é óptimo, já o não esquecer o mal, por vezes pode ser péssimo para quem o faz, pois dou chances, viro fera, resmungo, refilo, sorrio, aconcelho na medida do possível, mas não esqueço quando me traem ou me faltam nas horas que mais preciso.
Gosto de ser assim, e teimo em não mudar, vou dobrando e dando a mão à palmatória que por vezes é difícil de o fazer, mas vou dando, vou cedendo quando necessário, mas no fim, não mudo, sou mesmo assim.
Por isso ás vezes digo, haja paciência para me aturar.


Alvaro Gonçalves

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Poema aos Amigos

Não posso dar-te soluções
para todos os problemas da vida,
nem tenho resposta
para as tuas dúvidas ou temores,
mas posso escutar-te
e repartir contigo.
Não posso mudar
o teu passado nem o teu futuro.
Mas quando necessitares de mim
estarei junto a ti.
Não posso evitar que tropeces.
Somente posso oferecer-te a minha mão
para que te apoies e não caias.
As tuas alegrias, os teus
triunfos e os teus êxitos
não são meus.
Mas regozijo-me sinceramente
quando te vejo feliz.
Não julgo as decisões
que tomas na vida.
Limito-me a apoiar-te,
a estimular-te
e a ajudar-te se me pedes.
Não posso traçar-te limites
dentro dos quais deves actuar,
mas ofereço-te esse espaço
necessário para cresceres.
Não posso evitar o teu sofrimento
quando alguma pena te parte o coração,
mas posso chorar contigo e
recolher os pedaços para armá-lo de novo.
Não posso dizer-te quem és
nem quem deverias ser.
Somente posso amar-te como és
e ser teu amigo.
Estes dias pensei nos meus
amigos e amigas.
Não estavas em cima,
nem abaixo nem no meio.
Não encabeçavas
nem concluías a lista.
Não eras o número um
nem o número final.
Dormir feliz.
Emanar vibrações de amor.
Saber que estamos aqui de passagem.
Melhorar as relações.
Aproveitar as oportunidades.
Escutar o coração.
Acreditar na vida.
E tão-pouco tenho
a pretensão de ser
o primeiro, o segundo,
ou o terceiro da tua lista.
Basta que me queiras como amigo.
Obrigado por o seres.


Poema de João Luís Borges

(Publicado no YouTube a 21 de Agosto de 2009)


Meus queridos, meus amados ANJOS, hoje chego uma vez mais aqui de coração e braços abertos para vos abraçar devagarinho, mas com força e muito amor, bem sei que tenho estado ausente, mas meu coração ficou por aqui onde cada um de vós passa, onde cada um de vós vem deixando um pouquinho de amor e onde eu com carinho vos recebo e de tudo faço para que se sintam sempre em casa e vos acaricio com todo o meu amor e saudade.
A razão desta minha ausência já começa a ser superada, no entanto e tal como sempre fiz questão de frisar bem, este é um cantinho onde falo de tudo o que sinto, de tudo que mexe com este mundo em que vivo, ou apenas onde partilho pensamentos, ideias, loucuras, alegrias, e muito, mas muito mais, por isso hoje volto aqui, não para vos dizer que voltei para estar sempre publicando, isto ou aquilo, mas apenas quando sentir necessidade de o fazer, tal como hoje pois a saudade de todos vocês bateu forte em coração.
Mas seja como for não vos vou deixar sem noticias minhas, pois sempre virei aqui quando assim sentir necessidade, no entanto não quero que sintam que me afastei de vós e nem que fiquem sem noticias minhas por isso e se assim o desejarem, venham ter comigo ao Facebook, aqui vos deixo o link: http://pt-pt.facebook.com/people/Alvaro-Goncalves/100000019637899 , não quero que se sintam “forçados” a nada, mas esta será uma forma de mantermos contacto sem ser apenas por aqui, pensei em deixar meu e-mail, mas já fiz isso em tempos e o resultado foi desastroso, pois recebi mails de gente que nada tem o que fazer, assim, através do Facebook sempre poderei manter contacto com quem apenas vale a pena, VOCÊS que amo.
Beijos em vossos corações.



Álvaro Gonçalves

domingo, 12 de julho de 2009

Loucos e Santos
Escolho os meus amigos não pela pele nem outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não me interessam os bons de espírito ou os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero respostas, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o seu ombro ou colo, quero também a sua maior alegria.
Amigo que não ri comigo, não sabe sofrer comigo.
Os meus amigos são todos assim: metade disparate, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte deaprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois vendo-os loucos e santos, disparatados e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.


Oscar Wilde


E assim escolho meus amigos, meus anjos, meus companheiros de caminhada nesta vida em que o mais certo é quase sempre o incerto.
Foi também assim que me escolheram na certeza do incerto e como diz Óscar Wilde na loucura e santidade, pois só assim podemos encontrar a tal “normalidade”, sendo louco e santo.
Por esse motivo sei que compreenderão este longo período de ausência, pois alguns obstáculos se sobrepõem na minha frente, obstáculos esses que estão sendo ultrapassados aos poucos, mas que necessitam do meu todo para que assim os possa ultrapassar. Mas não me esqueço de nenhum de vós, pois amigos não se esquecem de seus amigos por muita turbulência que haja em suas vidas, mas por vezes há que fazer pausas para reflectir e tentar saber os porquês, e embora já tenha encontrado alguns dos porquês, pois os outros são meras loucuras sem porquês, preciso de algum tempo para agora digerir e reencaminhar toda a minha energia.
Até lá aproveito este período para vos desejar umas boas e maravilhosas férias cheias de paz, alegria e muita saúde.
Beijos em vossos corações

Alvaro Gonçalves

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Desabafo…(e grito)
Olá meus anjos,


Há algum tempo atrás como muitos de vós sabe estive doente, tendo sido algo que me levou psicologicamente muito abaixo, creio que muitos de vós que já me conhece dos tempos de Horizonte… o limite, se deve recordar, e para quem não se lembre, pode ainda reviver esse passado no mesmo local, visto que decidi manter esse Blog on-line a pedido de algumas pessoas, e também porque nada como não apagar algo do passado que até me chegou a dar muito prazer, e onde conheci muitos de vós e algumas outras pessoas maravilhosas, bem como os bons momentos ali passados e registados.
Mas tenho vindo ultimamente a receber alguns comentários, mails e mensagens de algumas pessoas que infelizmente não sabem o que é ler e interpretar a realidade, uma realidade na qual está bem explicito que sim, estive bem mal, mas dei uma volta de 180 graus na minha vida, graças a Deus e aos meus Anjos que sempre me têm ajudado e claro a mim mesmo, pois sem eu crer em mim, nunca teria chegado a fazer e a conseguir o que precisava na vida, então por favor parem de me enviar comentários, mails ou mensagens ridículas e assumam de uma vez por todas que eu sou eu, eu sou a minha própria criação, eu faço de mim o que desejo, eu sou sim aquilo que todos sabem, e quem não sabe leia nas entre linhas, pois quando eu quiser dizer algo mais que eu sou eu, acreditem que o farei, pois nada me impede, e quem quiser ouvir e aceitar, óptimo quem não quiser, óptimo também, pois cada um é livre de pensar e viver como assim o desejar.
Além do mais se alguma da minha alegria, força, energia, felicidade, vontade de viver incomoda a alguém, optimo, é sinal que eu faço sombra a esse alguém, se se sentem incomodados com tal saiam ou então deixem de ser miseráveis criaturas invejosas e venham daí contruir as suas vidas, façam das suas vidas bons exemplos de alegria, felicidade, amor aos outros, e deixem de criticar os outros meramente pela simples razão que se sentem inferiores, sejam vocês mesmos, cresçam.
Estou hoje dando aqui um “grito” de desabafo sobre isto, porque já o fiz comigo (pois sempre falo comigo primeiro), e também porque gosto de deixar registado, o meu grito de um ser livre, que o sou.
Me que desculpem aqueles que aqui passam e nada têm a ver com este assunto, mas como já sabem sou assim, completamente “louco” e livre, mas feliz, tenho crença em mim e no Universo, amo-me, sou feliz, e sou grato por tudo o que já passei e por tudo que passo no meu dia a dia.
Dou graças por estar vivo, e por conseguir ultrapassar meus obstáculos.
Mas atenção, nunca pensem que estou descartando alguma ajuda quando a necessitar, mas não graças a Deus estou no meu caminho, no caminho escolhido por mim, por mim traçado, todos os dias faço metas e de tudo faço para as alcançar, estabeleço por vezes prazos para as conquistar e assim vivo, como ser livre que crê em si e deve viver sem machucar os outros por acreditar naquilo que é.
Amo profundamente a minha família que Deus me deu, amo muito mesmo ainda aquela família que eu escolhi – os meus ANJOS = AMIGOS - , por isso, que mais posso eu desejar senão ser exactamente aquilo que sou e assumir meus actos. Mas não desejo nem para mim, nem para ninguém a usurpação do meu espaço, pois cada um tem o seu espaço neste maravilhoso Universo.
Não quero nem nunca quis piedade, e nunca a aceitei, nem psicologias baratas, psicologias de “bolso”, quero sim todos aqueles que me amam vivendo em harmonia consigo mesmo e comigo. E se alguma vez eu ultrapassar os meus limites para com algum de vós, peço desde já que me desculpem, e me avisem, pois por vezes ultrapassa-se os limites sem mesmo o querermos ou desejarmos.
Quero ainda AGRADECER a todos os que me visitam e me deram as mãos, tudo o que têm feito por mim, dizer-vos estou aqui para o que der e vier, e se alguma vez de mim precisarem, contem comigo, posso até estar longe fisicamente, mas em espírito, pensamento e de coração e alma estou bem ao vosso lado, caminhando como um bom amigo que creio eu já ter dado provas.
Quero ainda que nunca se esqueçam que vos AMO profundamente, que vos respeito e que desejo do fundo do coração tudo de bom, como se para mim o fosse, e que este “grito” é apenas uma forma de dizer basta, a algumas almas que andam por aí sem nada para fazer.
Quero ainda agradecer a todos vós, meus ANJOS que me têm ajudado neste momento em que minha família atravessa por momentos muitos tristes com o internamento da minha amada sobrinha de um ano.
A vós só vos posso desejar toda a FELICIDADE do mundo, e deixar aqui também registado o meu OBRIGADO por tudo.
Quanto a essas almas que por motivos já mencionados teimam em se achar mais que meros seres tristes, incompletos e miseráveis, vos digo:
Deixem-me “DANÇAR” :

VIVER, AMAR, à minha maneira, e quem desejar me acompanhar, aproveite a música e venha daí, pois estou sempre pronto para receber gente linda em meus braços e alçar voo, dançando enamoradamente por esse Universo da qual eu também sou parte integrante.
Beijos de luz e de esperança, hoje e sempre!!!



Álvaro Gonçalves

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

De Mãos Dadas…
Ainda naquela noite sob um luar lindo e encantador, e após falar-mos um pouco, deixamo-nos levar pela beleza dos sentimentos e emoções, já vividas e ali partilhadas uns com os outros, até que o cansaço nos venceu e aos poucos todos íamos adormecendo num sono onde os sonhos nos levaram a lugares jamais visitados.
Ia já dia quando um a um íamos acordando e reparando que todos traziam em seu rosto um SORRISO, Deus e os Anjos nos haviam visitado, e nos deixado com uma certeza, a de sermos capazes de tudo podermos vencer, de que a UNIÃO faz a força, que juntos seríamos capazes de alcançar até mesmo o chamado de impossível.
Foi aí que vindo de entre nós surgiu uma voz dizendo:
Me desculpem, não posso, não posso mais, não vou conseguir, me desculpem amigos, eu tenho de fazer tudo isto sim, mas só.
Mas meu querido – exclamou outro.
Mas o que sentes?, que se passa?, que dúvidas são essas que te atormentam a alma e o coração?
São incertezas, são vidas vividas, são sonhos destruídos, são medos que não sei explicar, só sei que enquanto dormiam, eu fiquei acordado fingindo dormir.
Mas meu querido, porque não nos acordas-te, nem que fosse um de nós concerteza te ajudaríamos, nem que fosse no silêncio, pois é no silêncio que muitas palavras são ditas e sentidas, por vezes um olhar só já ajuda...
Não quis, acho que esta dor, esta minha confusão toda em meio a medos meus, é só minha e de mais ninguém!
Não meu lindo Anjo, aí é que tu te enganas, pois quando um de nós não está bem isso se reflete nos corações e nas almas dos outros que te amam verdadeiramente como nós, acredita no que te falo, sei do te digo, pois apesar de neste dia lindo eu ter acordado com um sorriso, meu coração e minha alma me falaram que algo estava errado, só não soube o que era na hora, mas agora que sei, deixa-me ajudar-te, deixa-nos ajudar-te, deixa-nos entrar nesse teu mundo, não te deixes levar por algo que temos a certeza que te podemos ajudar, mesmo que em silêncio.
Não, não posso dói demais, sinto-me perdido, tudo em mim está confuso, sei que não vou poder acompanhar-vos nesta caminhada.
Nesse momento se levantou uma brisa suave, o Sol brilhou mais ainda como que lhe dizendo, Estou Aqui Meu Filho, Sou Teu Pai, escuta o teu coração e tua alma, escuta os corações e as almas irmãs que aí contigo estão, elas te ajudarão, bem como EU, fala comigo, não precisas proferir palavra alguma, deixa que teu coração e alma, puros de maldade falem Comigo, Eu te escutarei e contigo Estarei sempre, crê em MIM, tem Fé!
…aí as lágrimas que lhe caiam no rosto secaram, seus olhos brilharam, sua esperança se renovou, sua Fé se fez forte e ele junto com seus companheiros de viajem se uniram, em silêncio e olhando o céu, oraram.
Coração a coração, alma a alma deram as mãos e ali ficaram, as horas foram passando e o dia se fez noite.
Nessa altura uma estrela se destacou de entre tantas, e todos olhámos o céu e agradecemos pelo AMOR, pela UNIÃO, pela HARMONIA e LUZ que ela imanava, pois era Deus, nosso Pai, olhando por Seus filhos nos dizendo, vêem como sempre Estou Presente, nunca vos abandono, nem por um segundo de vossas vidas, creiam em MIM e sigam vosso caminho.
Ai, nesse mesmo instante esse jovem se levantou e olhando todos disse eu sigo convosco, mas me ajudem, pois ainda estou fraco.
E todos em uníssono lhe respondemos:
Sim, meu Anjo, estamos todos juntos em tudo e se hoje és tu quem precisa mais de ajuda, amanhã poderei ser eu.
Ajudas-me nessa altura?
Sim, claro que sim, somos amigos, e como o Álvaro sempre diz, somos amigos Anjos.
Eu lhe respondi:
Pois somos sim, somos todos Anjos, somos todos um, somos todos amigos Anjos, não podemos viver uns sem os outros, nesta vida temos muito ainda para aprender e ensinar uns aos outros, e é na Fé, na esperança que vamos encontrar todas as respostas, e nesta nossa longa caminhada encontraremos de tudo um pouco, encontraremos tormentas que nos deitarão abaixo, mas com Fé e esperança, ouvindo nossos corações e nossas almas conseguiremos ultrapassar tudo, é na nossa UNIÃO que conseguiremos seguir caminho rumo à FELICIDADE tão merecida e desejada.
…de entre a multidão, uma outra voz soou…
Então demos as mãos e sigamos, pois muito ainda nos espera, e não vamos querer perder nada do que a vida tem a nos oferecer.
Sim, sigamos…



Álvaro Gonçalves
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