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quarta-feira, 28 de março de 2012

DESABAFOS, PARTILHAS E CONVERSAS INFORMAIS EM DIA…

Aqui estou eu uma vez mais, passando para vos ver, sentir e quiçá escutar-vos, mas também para falar algumas coisas.
Em boa verdade tenho andado meio ausente destas bandas, até aqui nada de novo afinal todos que sempre foram fieis visitantes deste meu cantinho sabem que o abri já com estas condições, ou seja quando sentisse vontade de aqui vir, ou tivesse algo forte para partilhar aqui viria e assim tem sido desde 2007, mas não me esqueço de ninguém e quando digo de ninguém, digo daqueles que desde sempre me marcaram de uma boa maneira, que de uma forma ou de outra causaram um bom impacto em mim, no entanto também não me esqueço dos que também passaram por aqui por breves momentos e já partiram de uma forma ou de outra, pois também deixaram a sua marca, nem tenha sido a lição de não voltar errar duas vezes com a mesma pessoa e da mesma forma e se foram alguns afirmando-se magoados com a algo que lhes tenha dito, no entanto sempre fiz questão de ser não só sincero, honesto, directo e talvez duro no dizer ou falar as coisas, mas prefiro assim do que andar com rodeios e meias palavras que de nada servem senão para adiar o inevitável, ou seja o fim já anunciado de algo que podia ter sido bom, mas nunca ou quase nunca foi, ou quando o foi acabou por o deixar de ser em determinado momento pela falta de entendimento de ambas as partes, sim, não tiro meu corpo fora, embora haja quem o faça, eu não me retiro do que faço nem do que digo, mas também continuo a afirmar não me arrependo de nada do que disse ou fiz em determinada altura, pois se o disse ou fiz era porque nesse momento algo estava mal e como tal falei o que tinha a falar, no entanto muitos são aqueles que se chocam com a minha forma de dizer as coisas e de ser e estar na vida, mas paciência, não se pode nunca agradar a “gregos e troianos”.
Até porque sempre que aqui venho, venho não só para partilhar algo que li e me tocou, ou algo que escrevi e preciso deitar cá para fora, pois esta é a função do meu Perfil, e tal como mesmo o nome diz, é o meu Perfil, não o perfil de alguém que faz algo para agradar somente, não isso já lá vai o tempo que assim era, esse período passou, faço-o para me sentir bem e se agradar a alguém, fico feliz, mas senão agradar paciência.
Outra das coisas que mais detesto é quando escrevo, partilho e é algo que naquele momento me faz “pedir um pouco de colo” e recebo como resposta de algumas pessoas assim: “…já passei por isso e há gente pior…” e por aí fora, ora com uma resposta destas a vontade que me dá, é simples, esganar a pessoa naquele exacto momento, pois eu sei que sim, que há sempre gente pior, que muita gente está ou já passou pelo mesmo e até haverá gente que ainda pode passar pelo mesmo, mas agora digam-me uma coisa (ou não), de que me serve saber que os outros estão pior?, ou que há gente ainda pior?, sabem de uma coisa?, pois de nada me serve, ou seja, serve, deita-me mais abaixo, pois eu sei que sim, que há gente pior, mas não me consola em nada, a desgraça dos outros em nada me consola, muito pelo contrário, entristece-me e muito e põe-me pior, pois naquele momento preciso de um pouco de “colo” e não que me recordem que há gente pior, mas há gente que adora em vez de dar um pouco de colo, dar uma de “boa samaritana” e dizer palavras que em nada ajudam, ora com palavras assim, quero mais é que se mantenham em silencio se mais nada têm a dizer, até porque lido diariamente com pessoas que estão mesmo muito mal e a minha função é não só escutar, ajudar no que posso, e quase fazer “milagre” inclusive arranjar comida, pois nos tempos que correm, tem instituições que falam, falam e tornam a falar, pedem, pedem e tornam a pedir nesse peditórios ajuda para ajudar as pessoas carenciadas, mas chegada a altura de ajudar chegam a enxotar essas pessoas quase como se fossem um monte de merda (que me desculpem os mais sensíveis a palavras tão simples como estas que fazem parte do vocabulário português desde sempre), e esta é a pura realidade com que me deparo dia a dia, por isso quando me vêem com conversas de que há gente pior, fico logo com vontade de ir ao gasganete dessa pessoa, pois eu sei que há gente pior, mas naquele momento sou eu quem precisa de um pouco de colo e palavras como essas não ajudam em nada, só pioram, por isso se alguém tem alguma ideia de voltar a dar uma resposta dessas, fique com a certeza de que um dia eu mando-a para algum lugar que não vai gostar mesmo nada, e isto não é um aviso, é uma pura realidade. E acreditem, que não me vou arrepender, pois não me custa em nada faze-lo aqui, pois sou assim mesmo sem ser aqui, e como tal aqui serei sempre como sou e não com subterfúgios de virtualismos em rede (Net).
Em breve, quando esse breve será ainda não sei, mas breve será (dentro dos meus quereres, vontades, necessidades e prazeres) aqui voltarei para partilhar algo mais, por hoje e com alegria e um sorriso no rosto deixo-vos com esta linda melodia que adoro Red Hot, por Vanessa Mae e esta citação de Enéas:

“Não existe nada pior do que ser comum.”

Um grande xi – coração amigo e um beijo no coração a todos que por aqui passam deixando um pouco de si, levando um pouco de mim.


Álvaro Gonçalves

quinta-feira, 2 de abril de 2009

TENTEMOS MUDAR UM POUCO…
Chegámos mais uma vez a uma daquelas alturas do ano em que se vê o mundo ficar todo tão bonzinho, todos são lindos e amáveis, todos são caridosos, é também a altura em que se vê romarias e rezas, todos “vão ás suas missas” “batem no peito” e finalmente acaba e tudo fica exactamente como estava antes, todos falam mal uns dos outros, a libertinagem reina, a guerra prolifera, a fome aumenta, o desemprego é cada vez maior, os ricos cada vez mais ricos, os pobres cada vez mais pobres, os remediados ou classe média cai a pique, a exploração de seres humanos aumenta, desgasta-se cada vez mais o planeta, gasta-se cada vez mais agua desnecessariamente esquecendo-nos que este é o maior bem que o ser humano tem e precisa e que está rareando cada vez mais, destrói-se florestas, o pulmão do planeta vai desaparecendo e tudo isto para quê?, para uns enriquecerem cada vez mais e outros se tornarem escravizados desses ricos que se esquecem que vão acabar todos da mesma forma, por muito que possam ter, todos acabamos da mesmíssima forma, ou seja pó.
Claro no meio disto tudo à sempre excepções à regra, mas mesmo esses são tão poucos que por muito que façam nunca será o suficiente, mas o meu agradecimento a esses e meus amigos força, continuem, pois mesmo que sejam poucos, sempre são alguns e quem sabe se os outros não lhes seguem o exemplo.
Não sou santo nem estudo para isso, longe de mim ser santo, tem vezes mesmo que afirmo que ser santo deve ser muito chato, afinal ser santo é um trabalho chato e muito aborrecido, pois sempre estamos ouvindo alguém pedir isto e mais aquilo e não se chega para as encomendas, além do mais no Céu não há quase ninguém, é tudo muito calmo (eu sempre imagino o céu como alguém tocando harpa e outros escutando, não que não goste de harpa, mas tudo que é demais também aborrece, não acham?) e eu gosto de um pouco de agitação, um pouco de salero por isso chego mesmo a dizer que não vou para o céu e sim para o inferno onde está quentinho e onde todo o mundo vive à grande e à “francesa”. Isto tudo porque gosto de brincar, pois céu e inferno só existem na mente de cada um e mesmo assim são coisas que a existirem existem e são mesmo aqui na terra, afinal somos nós quem construímos o bom e o mau, temos esse livre arbítrio.
O que quero dizer é que BASTA, CHEGA de sermos todos uns “santinhos de pau oco” e andarmos em rezas e romarias e depois fazermos exactamente o que não gostaríamos que nos fizessem a nós, sim porque quando a dor, o sofrimento bate à nossa porta aí sim, nos lembramos de como não é bom sentir tais coisas, mas aí já pode ser tarde, pois quando o mal chegar, ele chega para todos, pena é que não esteja como espada sobre as nossas cabeças nos lembrando apenas que ou te portas como deve ser ou a espada vai cair, e tua cabeça vai rolar, sim porque já chegámos ao ponto de só nos lembramos que não gostamos de algo quando ela paira sobre nossas cabeças feito abutre à espera de carne putrefacta, será que vai ser preciso o mundo ficar pior para nos lembrarmos que tudo o que existe não é nosso, foi-nos dado, não comprámos, o planeta não nos vendeu oxigénio, nem agua, nem comida, mas claro, temos de trabalhar para conseguir obter essas coisas, pois nada como sermos um pouco úteis uns aos outros, temos de fazer algo para dar de volta ao planeta tudo aquilo que ele nos dá, temos de ajudar o outro, o nosso vizinho se queremos ser ajudados um dia, temos de nos lembrar que um dia podemos ser nós a precisar e nessa altura pode já não haver ninguém para ajudar.
Não sou pessimista, já fui, sou realista e muito mesmo, não sou de falinhas mansas, sou do tipo que quando tem algo para dizer, digo e não deixo que os outros o digam por mim, sou do tipo que se for para calar calo, mas se é para falar, ou fazer algo, faço, não vou em cantigas, já fui, por vezes sim, é verdade encosto-me um pouco, mas a minha consciência é feita da mesma matéria da do cérebro de uma galinha, então logo ela vai doer, e quando dói, dói mesmo a valer, por isso se me encosto por algum tempo acabo ficando doente comigo mesmo e acabo por me mexer, por fazer algo para que não volte a encostar-me à sombra da bananeira à espera que as coisas aconteçam ou apareçam feitas. Por isso se alguém se sentiu “magoado”, ofendido, triste ou estranhou mais uma vez a minha sinceridade e frontalidade, lamento, talvez seja porque nunca ninguém teve a coragem de dizer na cara o que realmente acontece nos dias de hoje, e porque também você está cego e não vê o que o rodeia.
Por isso a minha proposta a todos que por aqui passam e se dão ao trabalho de me ler, é que não sejamos bonzinhos nestas alturas, pois o espírito da Páscoa, tal como o de Natal deve ser todos os dias e não um dia, ou dois no ano.
Tentemos mudar um pouco, tentemos partilhar com os outros o pouco ou o muito que temos, ajudemos os outros, sejamos solidários o ano todo, sejamos renascimento e recomeço todos os dias, sejamos fraternos, sejamos esperança para quem de nós precisa e até mesmo para connosco.
Vamos dar uma chance de nos melhorarmos, de dizer sim à vida e ao amor, sejamos mais felizes hoje que ontem porque nos conhecemos um pouco melhor.
Tudo isto é fácil dizer, fácil de escrever, por vezes difícil de fazer, mas é aí que reside o nosso grande desafio, a nossa grande alegria de sermos diferentes daquilo que somos actualmente.
Um beijo cheio de amor e muito carinho em vossos corações.


Álvaro Gonçalves
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