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sábado, 22 de dezembro de 2012

Conversas directas, porem informais


Miradouro de Santa Iria
Oi…, nem sei por onde começar, tenho tanto para falar, tanto para dizer, e mais parece o contrário, por exemplo, por onde começo, pelo Natal (do que penso e sinto nesta altura do ano)?, por mim mesmo?, não sei, sinceramente não faço a menor ideia.
Por vezes fico pensando como cheguei aqui, e aqui significa aos 45 anos, qual foi este percurso que fiz, como foi que o fiz, se fiz o que queria, se faltou alguma coisa para fazer, se podia ter feito mais, ou menos, se devia ter falado mais sobre isto ou aquilo, ou menos, enfim, mas a verdade é que cheguei aqui, aos 45 anos de idade.
Outro dia pus-me à procura de uma foto em especial, era dia 8 de Dezembro e queria ver uma determinada foto, daquele dia, mas tirada à precisamente 45 anos, e lá encontrei, essa foto era e é uma recordação do dia em que fui baptizado, tinha cerca de 3 meses e estava ao colo da minha madrinha e ao lado dela estava a minha mãe além de mais alguns putos filhos da minha madrinha e outros que não sei quem seriam, e foi aí, nessa procura da foto que dei conta o quanto tempo passou, ou seja, já lá vão 45 anos, nossa…., tudo isso?, espero que mais venham, mas passou, e para onde foram, como foram passados, voaram?, foram vividos?, de que forma?
Estas perguntas por vezes saltam para a ribalta quando resolvo fazer um balanço da vida, balanço forçado, ou simplesmente para colocar as coisas nos seus devidos lugares novamente e seguir em frente, pois não sou nada de viver do passado (graças a Deus), passado é passado e quem vive de passado é museu, mas gosto de recordar de vez em quando algumas coisas vividas, é sempre bom saber que para trás ficou uma história que fui construindo conforme os anos foram passando, isso só quer dizer que não fiquei parado no tempo e no espaço, muito pelo contrário, talvez pudesse ter feito mais, mas concerteza ainda vou a tempo de faze-las, mesmo que para muitos possa parecer criancice algumas atitudes, algumas risadas, alguns disparates, alguns actos, mas a verdade é que se for bom para mim, se me fizer sentir bem, não me irei privar de as fazer, por isso fico feliz quando vejo que cheguei aos 45 anos e vivi, amei, chorei, desesperei, caí, levantei, dei graças e sigo em frente, pois a vida foi feita para ser vivida, amada, mesmo os menos bons momentos, pois é com eles que concerteza aprendemos, e quando não aprendemos, voltamos a cair para nos levantar-mos em seguida até aprendermos a lição e seguirmos para outras, por isso sim, estou feliz e satisfeito por aqui ter chegado mesmo sem dar pelo tempo passar, significa que não olhei o tempo, mas sim apreciei de alguma forma os momentos vividos até hoje.
Quanto à criança que fui, inocente, por vezes ingénua e cheia de sonhos, essa não “morreu”, apesar do tempo que foi passando e algumas cicatrizes que o tempo foi deixando, essa criança ainda vive em mim, e é ela que me faz continuar vivendo, amando, sonhando e querendo seguir em frente, é ela que me faz ver as belezas da vida quando o adulto em mim teima que o mundo é um lugar feio, é nessas alturas que a criança há em mim, saí mais cá para fora e me faz ver que as mais belas coisas da vida, não estão sempre nos maiores actos, mas sim, nas mais pequenas coisas que se deparam na minha vida do dia a dia. Tem dias que o adulto em mim quase ou mesmo desespera, mas sempre acaba sendo salvo pela criança que habita em mim e na fé que tenho em Deus que sempre me acompanha e por vezes é Ele que me carrega ao colo quando mais preciso.
Por tudo isso estou grato e assim continuarei a ser.
E quando me perguntam se tenho arrependimentos, sempre respondo que não, só se for por algo que ainda não tenha feito, mas ainda vou sempre a tempo de fazer, mesmo que possa ser algo que para os outros possa parecer uma loucura (por causa da idade), mas ser feliz não tem idade, por isso faço, vivo e amo, por isso estou aqui aos 45.
Quanto ao Natal, nossa, concerteza quem me conhece já sabe o que penso desta época, é uma época em que impera a hipocrisia, o cinismo, a falsa bondade, e não falo no consumismo desenfreado não, falo da forma como as pessoas vivem esta época, trocando valores de amizade, de sinceridade, de honestidade, por sentimentos de faz de conta, de bondades falsas, ora darei um exemplo simples, quando chega a esta época todos se lembram dos pobres, de quem menos tem, dando-lhes uma sopinha, um jantarzinho (claro que é bom fazer isso, e eles agradecem), mas e no resto do ano?, onde estão essas “boas e caridosas” pessoas?, eu digo-lhes, estão tripudiando, pisando, massacrando, chamando de vagabundos, que não querem é trabalhar, que não querem nada da vida, pois é, é aí que começa tudo, é aí que se revelam os verdadeiros sentimentos de seres “bondosos” da época natalícia, por isso não comemoro o Natal, esse Natal, comemoro o meu Natal, o Natal onde eu sei que sou sempre da mesma forma e da mesma maneira com tudo e todos 365 ou 366 dias do ano. Mas não quero prolongar-me muito com esta conversa sobre o que é esta época na realidade, acho que já é hora de cada um começar a ver com olhos de ver o que fazem e como se comportam todos uns com os outros nesses mesmos 300 e tal dias e fazer a comparação da falsa bondade a que tanto gostam de se associar.
Enfim, nada como ser-se verdadeiro, real, cru se assim querem chamar e dizer na cara de quem quer que seja o que pensa, mesmo que doa, mesmo que fira, eu por exemplo faço-o e recomendo sempre os meus verdadeiros amigos a serem comigo da mesma forma, prefiro que me doa na hora, a que eu venha a descobrir falsidades, prefiro sarar a ferida com a verdade e seguir em frente depois com um sorriso e por vezes com uma lágrima no canto do olho.
Mas não quero prolongar-me muito com mais esta conversa informal, pois nada mais chato do que escrever, ou ficar falando durante muito tempo, cansa muito, tanto para quem fala, mas principalmente para quem escuta.
Por isso, fico hoje por aqui.
Ahhhhhh, mas não posso deixar-me ser assim tão radical, por isso boas festas para todos na mesma, afinal ontem, hoje e amanhã serão sempre dias de Natal.
Beijinhos e xi – corações mil a todos que por aqui passam, deixando um pouco de si, levando um pouco de mim.


Álvaro Gonçalves

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Apaixone-se pela vida…

QUE VOCÊ SEJA ALEGRE,
mesmo quando vier a chorar.
QUE VOCÊ SEJA SEMPRE JOVEM,
mesmo quando o tempo passar.
QUE VOCÊ TENHA ESPERANÇA,
mesmo quando o sol não nascer.
QUE VOCÊ AME SEUS ÍNTIMOS,
mesmo quando sofrer frustrações.
QUE VOCÊ JAMAIS DEIXE DE SONHAR,
mesmo quando vier a fracassar.
E SEJA SEMPRE APAIXONADO PELA VIDA!!!

Augusto Cury


Outro dia dei comigo viajando pela rede ou pela teia (Web), chamo-lhe rede porque adoro ser diferente, nem que seja um pouquinho, dizer ou fazer algo diferente do que esperam de mim, pelo menos de vez em quando, para não cansar muito quem me “escuta”, “vê” ou “sente” e claro, principalmente por mim mesmo que venho em primeiro lugar, pois primeiro temos de vir nós mesmos e depois os outros, senão a “coisa” tende a dar errado mais tarde ou mais cedo, e quem perde sempre mais, é a própria pessoa que deveria ter olhando primeiro para si.
Mas seguindo a conversa que estava tendo convosco, muitos de vós diria, viajar pela net, e foi aí que me deparei com este maravilhoso texto que acabaram de ler. Foi amor à primeira vista pela sua simplicidade, pela sua objectividade e principalmente pela sua mensagem, por isso tinha de o ter, tinha de o guardar, para relê-lo sempre que sentisse necessidade, mas isso de guardar só para mim seria um pouco de egoísmo a mais, daí e embora muitos de vós que por aqui passa já o conheça, nada como voltar a “senti-lo” e para os que nunca o leram, “escutarem” e “sentirem” um pouco de algo tão belo, simples e verdadeiro que vos toque fundo e vos faça pensar um pouco sobre a vida, sobre o ser feliz, pois muitos de nós buscamos a felicidade, mas não nos lembramos que ela vive nas mais pequenas coisas, nos mais pequenos gestos. Eu mesmo, muitas vezes me esqueço de tudo isso, por isso aqui partilho com todos esta doce maravilha que Augusto Cury escreveu com a sua imensa sabedoria.
Ahhhhhhh e não esqueçam, a vida é maravilhosa, mesmo com todos os revezes que encontramos na nossa caminhada, até porque sem esses revezes não aprenderíamos a dar valor a algo de tão belo.
Beijinhos e xi – corações mil a todos que por aqui passam, deixando um pouco de vós, levando um pouco de mim.


Álvaro Gonçalves

domingo, 22 de janeiro de 2012

Esta é a minha vida
Engraçado como de um dia solidão,
Pode fazer uma pessoa pensar,
Será esta a minha vida?
Será que é assim tão boa?
Faz-me pensar os amores passados,
As vezes que quebrei o coração.
Esta é minha vida?
Engraçado, será assim tão boa?

E fico pensando nos erros que cometi,
Nos sonhos destruídos,
Nas vidas que não vivi,
Nos caminhos que não percorri,
Esta é a minha vida?

E vêem-me ao pensamento,
Os sonhos que sonhei,
A vida que levei,
Os amores que ainda não vivi,
Engraçado, esta é a minha vida?

Como seria bom encontrar
um novo sonho.
Até que olho ao meu redor e vejo,
Que eu e minha vida fazemos
parte deste mundo maravilhoso.
Esta é a minha vida.

Sim, é esta a minha vida,
E eu não me importo com
o que os outros possam dizer,
Deixem-me viver,
Porque esta é a minha vida.

Quero continuar a sonhar,
Quero viver,
Quero ainda amar os amores
que não amei,
Não tenho medo de cair,
Levantar-me-ei as vezes que for preciso.
Esta é a minha vida.

E eu não a temo,
Foi para isso que nasci,
Este sou eu,
Esta é a minha vida,
E eu não me importo com emoções perdidas,
Tenho cicatrizes que contam a minha vida,
E dou graças por tudo que já vivi.
Esta é a minha vida.

Eu nasci para viver,
Eu nasci para amar,
Eu nasci para sonhar,
Esta é a minha vida.
Deixem-me viver…

Esta é a minha vida,
Esta é a minha vida.


Alvaro Gonçalves

(Poema publicado no Recanto das Letras)

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